Quem sou.
Cresci entre dois idiomas — passei a infância e a adolescência nos Estados Unidos antes de voltar ao Brasil. Em algum momento que não sei precisar, o inglês deixou de ser uma língua estrangeira pra mim. E isso foi virando ofício.
Comecei dando aulas particulares — gente que queria conversação, jovens estudando para fora, profissionais com inglês travado. Foi nessas conversas, corrigindo trechos e traduzindo dúvidas que apareciam, que percebi que o que eu mais gostava era do trabalho com o texto: a precisão, a busca pela palavra certa, o jeito de fazer uma frase soar como deveria.
Hoje me dedico só a isso. Tradução, revisão, transcrição, legendagem — tudo que me coloca diante de um texto que precisa funcionar em outro idioma, ou ficar mais limpo no original. Trabalho com pessoas que cuidam do que escrevem: pesquisadores, editoras, professores, criadores. E levo o cuidado delas a sério.